terça-feira, 7 de junho de 2011

Linguistas aplicam o modelo teórico da Gramática Funcional ao português oral e escrito

Na interação social por meio da linguagem, a produção das expressões linguísticas depende da intenção do falante, da sua informação pragmática e da antecipação que ele faz da interpretação do ouvinte; a interpretação do ouvinte, por sua vez, depende da própria expressão linguística, da informação pragmática de que ele dispõe e de sua hipótese sobre a intenção comunicativa do falante.
Baseada nesse contexto, Erodite Goreti Pezatti, organizadora de Pesquisas em Gramática Funcional – Descrição do Português, lançamento da Editora Unesp, se empenhou em reunir os estudos de 13 autores sobre o tema, a fim de demonstrar a linguagem não como um fim em si mesmo, mas em termos dos requisitos pragmáticos da interação verbal. Isso significa que, como uma atividade cooperativa, possui regras de natureza social. Por um lado inserem-se as regras que governam a interação verbal de natureza pragmática. Por outro, aquelas que regem expressões lingüísticas, as regras semânticas, sintáticas e fonológicas.
Desenvolvida na Holanda por Simon Dik e seguidores, a teoria da Gramática Funcional baseia-se na informação contextual e situacional disponível aos interlocutores. Somente após esse processo são consideradas as circunstâncias efetivas de interação verbal e suas propriedades. Modificada e aperfeiçoada por Hengeveld, que propõe uma nova arquitetura para ela, a Gramática Funcional passa a denominar-se Gramática Discursivo-Funcional.
Os autores, participantes do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Unesp, câmpus de São José do Rio Preto, na área de Descrição e Análise Linguística, pretendem não só divulgar esse modelo teórico, como também mostrar sua eficácia na descrição linguística e sua aplicação ao português oral e escrito. Pesquisas em Gramática Funcional é a primeira obra em português a mostrar a contribuição dessa teoria para a descrição da língua portuguesa.
Sobre a organizadora - Erodite Goreti Pezatti é doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e pós-doutorada em Gramática Funcional pela Universidade de Amsterdã. Exerce a função de professora-assistente doutor da Unesp, câmpus de São José do Rio Preto. É bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e líder do grupo de pesquisa em Gramática Funcional (GPGF). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística, atuando principalmente no desenvolvimento de temas como ordenação de constituintes na sentença, articulação de orações, estrutura argumental e tipologia linguística.

Título: Pesquisas em Gramática Funcional – Descrição do Português
Organizadora: Erotilde Goreti Pezatti
Número de páginas: 383
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 56,00
ISBN: 978-85-7139-973-0
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623  ou pelos sites: www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

In Memoriam

Quando perguntares por mim,
se ainda estou vivo,
não ousas perguntares de
Minha alma,
perguntas de minha matéria.



Marcelo Moreira Marques

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Noites com Sol

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar
Por>> Flávio Venturini e Ronaldo Bastos

sábado, 28 de maio de 2011

Mar cansado

Aquele mar que vejo
está cansado,
está cansado de tanto ondular
Ondular ondas mansas

Aquele mar que vejo
está cansado,
está cansado de tanto ver você passar
Aquele mar que vejo...
Olha o filho das Ondas!!

Aquele mar está cansado
cansado como eu já estou
nada guardo de mim...
nem tristeza e nem rancor
Aquele mar que vejo
Olha o filho das ondas!!


Minhas tristezas foram impelidas
meus rancores se cavalgaram
a minha felicidade, sim
ficou a mercê de minha memória


Aquele mar que vejo
está cansado
Olha o filho das ondas!!.





( Marcelo Moreira Marques )

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira

sábado, 21 de maio de 2011

A minha Bahia desconhecida

Eu queria estar na Bahia
Andar na beira da praia sem guia
E ver o que Bahia tem de maravilha



Eu queria estar na Bahia
Andar no Pelô sem guia
E ver o que Bahia tem de maravilha



Eu queria estar na Bahia
Andar na Feira de Santana sem guia
Comer vatapá e acarajé
E ver o que Bahia tem de maravilha
Quem sabe conhecerei Bahia algum dia.



>> Marcelo Moreira Marques

Resposta ao desafio gramatical.

A opção correta é: "Os réus que residirem na comarca serão citados pessoalmente; os demais, por edital."

O verbo residir no sentido de 'morar' exige a preposição 'em' e não a preposição  'a'. A preposição 'em' faz a contração com o artigo 'a' e obtém o resultado 'na'.





>> Marcelo Moreira Marques.